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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A CABÊÇA NÃO PARA

Ó Pai e Mãe eu estive a pensar em não esperar pelo Natal para ir embora:
Sabem porquê? é porque depois posso já ter-me esquecido daquilo ~que o
Pai me esteve a ensinar.
Por nós penso que não há problema se tu assim preferes, tudo bem combinamos e ou eu ou a Mãe vamos lá levar-te. Então pensa qual é o dia que tu queres ir.
- por mim pode ser amanhã.
Depois de amanhã? tá bem? é que amanhã o Pai já está
comprometido, mas depois de amanhã pode ser. E vai lá o Pai comigo?
depois eu combino com a tua mãe
mas pode ser que vá eu contigo.
Mas seja como for ,não te esqueças do que eu te disse.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A DECISÃO

O Pai eu vou ver se consigo levar em conta o seu conselho, mas não prometo que seja capaz, e eu já vi que o pai que sabe que não é fácil, Porque há aqui um problema muito grande e que é; Sermos só eu, o sr. José, e a sra. D. Joaninha, e como se isso não não fosse suficiente: A sra. D. Joaninha parece que gosta mais de mim do que do sr. José, eu gosto só da D. Joaninha dele não gosto nada, e ele parece que não gosta de ninguém. De mim sei eu que ele não gosta nada, e se ele gostasse da D. Joaninha não falava para ela como ele fala. Mas eu vou ver se consigo. E se eu não conseguir eu fujo e venho para casa e se não houver pão não se come pão mas eu penso que se não conseguir esquecer esta ideia também não posso lá continuar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O medo

E se eu não for capaz de a esquecer como futura namorada?
- tens que fazer um grande esforço, de contrário o sr. José
não te vai lá aceitar e tu só tens um caminho, é voltar para casa.
E tu sabes que aqui em casa não há pão todos os dias.
eu bem gostava de te ter sempre ao pé de mim, é onde devem
estar os filhos é junto dos pais, mas tu já és crescido e percebes
que termos dinheiro não chega e a barriga não quer saber de
problemas. Olha eu vou-te ensinar um truque: é como estares
cá em casa e teres muita fome e haver um bocado de pão na
gaveta, mas tu não lhe podes tocar porque se o comes não há pão
para o jantar. Com a tua patroa é a mesma coisa, tu gostas dela mas sabes que ela tem dono,
e se tu não te comportas como deves a tua e a nossa vida complica-se. Então por muito que tu
gostes dela tens que te conter, e fazer por esquecer.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Continuação

É assim filho: tu podes gostar da tua patroa mas tens que definir de que forma vais gostar dela.
O teu amor por ela tem que ser como uma pessoa que te faz bem que te trata bem, que te estima, a cima de tudo que te quer como a um filho.A tua patroa é casada, é rica e é uma pessoa adulta, tu és um miúdo ainda, não podes olhar para ela senão como uma pessoa adulta, que tem poder sobre ti que manda em ti: ou seja ela para ti é uma pessoa que manda , ordena, decide. Tu para ela és uma pessoa que, tens que te submeter ás ordens dela, estás lá para a servir. mas nada disto impede que tu gostes dela e que ela goste de ti. Mas´há sempre uma divisória entre ti e ela, a hierarquia e que tu não podes esquecer. Então quer dizer que eu não posso pensar nela, senão como a minha patroa,-nem mais mas uma patroa que é tua amiga e tu deves-lhe gratidão por isso mas sempre com todo o respeito.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

continuação

É assim ,meu filho.O pai vai-te explicar uma coisa para tu não te sentires culpado. O ser humano vive de paixões, e não tem culpa de se apaixonar por: uma nova, velha, alta baixa, bonita feia grande, pequena, solteira, viúva ou até casada. Apaixona-se e pronto: Isto é para te dizer que o pai não está contra ti por te apaixonares pela tua patroa. aconteceu e pronto. Mas depois de as coisas acontecerem, nós podemos dar um jeitinho em certas coisas, como por exemplo: Primeira pergunta que devemos fazer a nós próprios; Eu devo que esta semente que está a nascer em mim continue a desenvolver-se? ou devo fazer algo para ver se ela seca?. Por outras palavras; isto pode seguir para namoro porque tem viabilidade, ou tem este ou aquele impedimento, como: Eu não tenho qualquer compromisso, ela também não, somos de idades semelhantes porque o ditado que diz que o amor não escolhe idades, aplica-se no momento da paixão, mas depois aparecem os (cês) e começa o mau ambiente. Há portanto muitas coisas a considerar. E aqui entra a tua situação.

domingo, 26 de agosto de 2007

Mas o que será

Mil ideias passam pela cabeça do rapas, mas a mais marteladora é O que irá ele encimar-me que eu não sei?

O resto da conversa

Olha filho o pai ontem prometeu-te que íamos falar como dois amigos sobre namoradas, e vamos falar agora: É assim tu não és o meu filho, és um rapazinho já crescido que já começa a pensar nas namoradas, E eu sou um amigo teu muito amigo mesmo, e que sou mais velho que tu, e por isso sabe muito mais da vida do que tu. E que por isso te quer ensinar certos truques e certas habilidades e também certos cuidados que temos que ter quando começamos a pensar nas raparigas porque a vida é um jogo muito difícil de jogar.
E se nós começamos mal o jogo já muito dificilmente o conseguimos acabar bem.
E nunca te esqueças que antes de começarmos um trabalho muito sério como é o trabalho do namoro temos primeiro que pensar muito bem se já estará na hora.

sábado, 25 de agosto de 2007

É incrível como é que um miúdo de sete anos já tem irecções intensas, já se masturba a pensar na patroa e Já pensa em a seduzir. A cabeça dele pensa de dia e de noite, naquela mulher, ele sonha com ela, ele só pensa nela,ele anda transtornado por causa dela que também não tem culpa, e sabe-se ´lá o que é que ela pensa sobre ele:

A CONFISSÃO

Ó E nó queremos- te perguntar uma coisa mas é muito sério o que te vamos perguntar, por isso tens que te lembrar de que é muito feio mas pior que isso é um grande pecado mentir:por isso cuidado com aquilo que respondes: O Pai vai-te perguntar: De que maneira é que tu gostas da Dona. Joaninha, é como amiga, como Mãe, como Patroa ou como namorada? !Pensa bem o que vais responder. - Eu não sei bem. Sabes muito bem que eu sei que tu que sabes. - E o Pai não me bate se eu falar a verdade?- Não eu bato-te é se tu falares a mentira. O Pai eu não tenho culpa de ser assim, e eu sei que não pode ser, mas eu gosto dela é como namorada. Pronto filho portaste-te com um homem, falaste a verdade, agora o Pai e a mãe já sabemos o que se passa Amanhã eu e tu vamos voltar a falar mas só nós os dois, o Pai vai-te ensinar umas coisas sobre namoradas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Entre pai e mãe

Olha lá ó H. tu alguma vês ouviste alguma conversa ao E. sobre a Da. Joaninha: Não, porquê-
porque ele veio-me com uma conversa que me deixou a pensar.
Então mas essa conversa foi sobre quê ou sobre quem,
É assim começou por me falar da patroa que tinha saudades dela e não sei mais quê,- E que é que isso significa?. -Significa que eu já me apercebi que o patrão tem ciúmes dele, primeiro eu pensei que fosse paranóia do patrão, agora depois desta conversa já não tenho tanto a certeza.
!Olha para mim e diz me que é mentira: tu estás mesmo a bater bem?- Eu sei que não é fácil de acreditar, Mas logo ao jantar eu vou arranjar uma maneira de puxar a conversa , e tu fica atento ás reacções dele, depois voltamos a conversar só os dois. Está bem mas olha que essa deixa-me a pensar.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

AS SAÚDADES

O FILHO TU HOJE ANDAS MUITO CALADO ISSO NÃO É NADA DE TEU COSTUME.
NÃO É NADA MÃE - NÃO ALGUMA COISA SE PASSA, HOJE QUE A MÃE VAI COSER
PÃO ERA PARA ANDARES MAIS CONTENTE,- SABE O QUE É MÃE, HOJE TENHO-ME
LEMBRADO MUITO DA DONA JOANINHA, A D. JOANINHA?, O QUE É QUE TEM
A D. JOANINHA EU NÃO SEI MAS EU QUERIA VÊ-LA, - OLHA LÁ O QUE EU ESTOU
A PENSAR É VERDADE? O QUE É QUE A MÃE ESTÁ A PENSAR? OLHA ESTOU A PENSAR
QUE SE CALHAR O SR. JOSÉ TEM ALGUMA RAZÃO QUANDO SENTE CIÚMES DE TI.
- SE ELE FOSSE BOM PARA MIM COMO A D. JOANINHA EU TAMBÉM GOSTAVA DELE
-E GOSTAVAS DELE DA MESMA MANEIRA QUE GOSTAS DA D. JOANINHA? NÃO ISSO
NÃO. Á MEU FILHO QUE TU ESTÁS A DAR-ME QUE PENSAR.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Pai e filho conversam

O filho tu havias-de ir alem á charneca buscar um molhinho de lenha para aquecermos o forno porque o teu padrinho veio cá trazer um pouquinho de farinha para fazer-mos pão. !vamos ter pão? eu vou já lá. podes ir mas olha que a mãe já não cose hoje o pão porque já é tarde mas vou cozer amanhã de manhã. eu vou já mãe.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CONT.

Pronto Joaninha já está tudo resolvido com o garoto: mas agora só passando o Natal é que ele vem, quer lá passar o natal com os pais.
Mas tu ficas já avisada, quando ele vier tu só falas com ele o estritamente necessário, porque eu tenho a minha razão ele é abusador
Ó homem tu não andas bem é impossível não perdes essa mania, não é mania é realidade, e tu sabes bem que é.
- ó José : pensa bem, eu passo aqui os dias sozinha, tu nunca quiseste filhos, é muito natural que eu goste de falar com o miúdo porque é uma criança mas daí até eu me meter debaixo do garoto, José tem dó de mim. eu sinto muito a tua falta e tu sabes que isso é normal. Mas agora com o miúdo. pronto já estamos entendidos e não se fala mais no assunto.

domingo, 19 de agosto de 2007

CONT.

Olá sra.- Maria, então como é que estão pôr aqui? - Não estamos muito bem, então os
mandam o meu filho embora de casa assim sem mais nem menos, vocês não vêem que se trata de uma criança e não de um adulto? acham que isso é trabalho de gente responsável?.
- Eu se me dissessem que os senhores. eram capazes de fazer isso não acreditava.
A sra. tem razão mas isto foi tudo um mal entendido e uma precipitação,
da nossa parte. Isso sei eu não é preciso que me diga, olhe o meu homem é que cá havia-de estar para falar com o sr. Até porque ele estava para ir amanhã á sua casa falar com o sr. e com a sra. dona Joana. Não é preciso. Não é que ele sabe dizer que não quer voltar para a sua casa porque o sr. que é mau para ele, alguma coisa se passa.
Eu vou-lhe prometer que isto não vai acontecer mais. Mas ele diz que agora só se for depois do Natal antes ele diz que não vai. Então está bem eu a seguir ao Natal venho cá busca-lo, está bem assim?Está mas lembre-se que os filhos dos pobres também são gente como vocês. Tá bem adeus até outro dia.

sábado, 18 de agosto de 2007

O SUSTO

Olha lá José onde está o garoto que há tanto tempo que não aparece? e eu não sei mas tens que saber, porque o miúdo está á nossa responsabilidade. Eu também já estou em cuidado e daqui a pouco é noite. - E se ele não aparecer Até á noite o que fazemos?- se ele não aparecer até á noite espera-se para amanhã, se ele de manhã não aparecer vou a casa dos pais dele.- Então e que desculpa lhe vais arranjar? Olha que o miúdo já sabe bem o que diz e o que faz. depois se vê.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O CONTRATO

-Ò filho mas nós não temos que comer,- mas o pai tem muito dinheiro guardado que eu já vi.-
-Mas o nosso problema não é o dinheiro, filho o nosso problema é não haver nada para nós
comprarmos com o dinheiro, e na horta também já não há nada para comer.
A mãe vai falar com o pai e desta vês vai lá o pai falar com o sr. José, está bem assim?
-Tá bem mas só a seguir ao Natal. - está bem eu vou falar com o pai.- Ó Mãe, a nossa cabra onde está?
- Olha filho tivemos que a trocar por milho para fazer pão, que os teus irmãos já não provavam pão á mais de
um mês, então e já não há desse pão?- Não filho já se acabou.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A TRAGÉDIA

Quem nada tem, nada come, E ao pé de quem tem comer, se alguém disser que tem fome, comete um crime sem querer. O filho então o que foi que aconteceu, nada -como nada se tu estás aqui quando devias estar na casa do teu patrão? - Ele pôs-me na rua,- E por que te pôs ele na rua? - porque eu gosto da d. Joaninha. Ai valha-me Deus, que tragédia, então e ele disse que não te queria lá mais?- Não ele não disse isso, só disse, some daqui para fora, e eu fugi, enquanto ele ficou a ralhar com a d. Joaninha.- (Estamos em Novembro de 1943 em plena guerra) Olha filho logo quando o teu pai chegar nós vamos falar e depois eu ou o teu pai vamos lá falar com os teus patrões para tu voltares para lá. - Eu não quero voltar para lá.

de novo em casa

Então filho o que é que te aconteceu, o que tu fizeste? Nada mãe o sr. José é que me mandou embora mas sem rasão. Estás á espera que eu acredite que o sr. José estava muito bem e de repente lembrou-se e disse esta-me a apetecer mandar o miúdo embora, e chegou a ti e disse : vai-te embora some daqui para fora. Ele tem ciumes de mim mãe, Eu não acredito no que eu oiço. Mas é verdade mãe. O teu pai quando souber vai ficar contente vai. O mãe mas eu juro que não tive culpa. Nós mais logo falamos.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O REGRESSO

Pronto :eu levo-te para casa mas a tua mãe vai ficar triste com isto.
mas eu não fiz mal nenhum tio.
Pronto não se fala mais nisso. (A chegada a casa) Ai Jesus o que é que aconteceu filho. Não acontece nada, eu vinha do mercado e vejo o rapas a correr e gritei-lhe, o que tinha acontecido, e ele disse-me só que não tinha acontecido nada. ó compadre obrigado por mo ter trazido. Pronto adeus. Adeus.
- Olha aqui Joaninha ou tu mudas de comportamento, ou nós vamos ter problemas por causa do rapas.Eu proíbo te de te abeirares dele.
E tu achas que isso é justo, é só uma criança. É uma criança que me está a dar muito que pensar.
Não sejas tonto e onde é que ele está? Descansa que ele não foge.